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sábado, 14 de dezembro de 2013

Aniversário de Guruji

Hoje é aniversário de nosso Mestre Guruji BKS Iyengar. Ele completa 95 anos! Gratidão, Guruji, por toda sua Luz, por todo seu conhecimento, por tudo que o senhor e sua família tem feito pela humanidade. 

Gratidão por sua inspiração, por seu exemplo, por sua glória! Nossos dias são mais plenos, mais cheios de amor, paciência e força graças a esse método que você nos ensinou. Infinita gratidão!

Que todos os méritos sejam distribuídos aos teus pés! 
Namastê!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Aniversário do Guruji


Guruji BKS Iyengar completa hoje 94 anos! Somos muito afortunados por tê-lo como um mestre vivo, que nos enche de luz e inspiração. Que Guruji possa viver muitos e muitos anos pela frente, enchendo de graça e bênção o nosso caminho yogue.

Em homenagem ao nosso querido mestre, Ana Toledo, Marcia Neves, e eu, fizemos uma compilação com 94 frases de sua autoria. Esse trabalho está aqui e foi feito com muito carinho e gratidão a todos os ensinamentos que enchem de amor e alegria o nosso coração.

Que Guruji possa nos abençoar e iluminar a nossa prática hoje e sempre!

Namaste!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

I.4 vrtti sarupyam itaratra

Recapitulando os sutras anteriores: Patañjali inicia os sutras dizendo que o yoga começa agora. No segundo aforismo ele explica o que é yoga: o cessar das flutuações da consciência. Quando isso acontece, o observador está situado em sua natureza real. Caso contrário, vivem-se as designações da mente. É o que trataremos no estudo de hoje. 

Nota: Segundo os yogues, não somos o nosso corpo ou os nossos pensamentos, porque estes se modificam a cada instante. Somos muito mais do que isso. Patañjali concebe esse termo como testemunha, observador ou aquele que vê.

O sutra I.4 é traduzido por Guruji como:

Em outras ocasiões, aquele que vê se identifica com a consciência flutuante.

Patañjali nos explica que quando não "controlamos" nossos processos mentais, ficamos sujeitos aos mesmos, vivendo a realidade de acordo com as noções ilusórias da mente desgovernada. Quando aquele que vê se identifica com a consciência ou com os objetos vistos, assume a forma deles e esquece a sua grandeza.

A tendência natural da consciência (citta) é envolver-se com o objeto visto, conduzir aquele que vê até esse objeto, e fazer com que aquele que vê, o observador, se identifique com o objeto. O resultado é que o observador é absorvido no objeto. Este processo se converte em uma semente de diversificação da inteligência, e faz com que o observador esqueça sua própria e radiante percepção consciente.

Quando a alma não irradia sua própria glória é sinal de que a faculdade pensante se manifestou no lugar da alma.

Como isso acontece? A impressão dos objetos é transmitida à consciência através dos sentidos de percepção. Citta (a consciência) absorve estas impressões sensoriais e é colorida e modificada por elas. Dessa maneira, ao identificar-se com as coisas vistas, citta se turva e provoca modificações no comportamento e no humor.

Apesar de citta não ter forma, Guruji sugere que a visualizemos a fim de apreender suas funções e limitações. Imaginemos que a consciência é como uma lente óptica, que em si mesma não contém nenhuma luz, mas que se encontra colocada diretamente por cima de uma fonte de pura luz, a alma. Uma face da lente, a que olha para o interior, em direção à luz, permanece clara. Na vida cotidiana somos muito mais conscientes da faceta superior da lente, a que está voltada para fora, em direção ao mundo, e que está vinculada através dos sentidos e da mente. Esta superfície serve tanto como sentido e como conteúdo da consciência, junto com o ego e a inteligência. Influenciada pelos desejos e medos da turbulenta vida mundana, fica embaçada, tornando-se opaca, impedindo que a luz da alma brilhe através da lente. Como carece de iluminação interior, busca com avidez as luzes artificiais da existência condicionada.

Toda a técnica do yoga, sua prática e controle, tem como objetivo dissociar a consciência de sua identificação com o mundo externo, recolher os sentidos emanados, e limpar e purificar a lente da consciência, até que transmita total e unicamente a luz da alma. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

I.3 tada drastuh svarupe avasthanam

Shiva, o grande mestre dos yogues. 

Então, aquele que vê reside em seu próprio e autêntico esplendor.

Quando as ondas da consciência estão domadas e silenciadas, deixam de distorcer a autêntica expressão da alma. Revelado em sua própria natureza, aquele que vê, testemunha luminosa, reside em sua própria grandeza.

Como a volição é o modo de expressão da mente, nossa percepção do estado e condição daquele que vê tende a se modificar a cada instante. Quando imobilizamos e regulamos a mente experimentamos um estado de ser reflexivo. Nesse estado, o conhecimento aparece com tanta claridade que podemos ver e sentir a autêntica grandeza daquele que vê. Uma vez realizada, a alma reside em sua própria morada.

Esse sutra nos leva a entender também que ao não estarmos situados em yoga, estaremos vivendo num estado ilusório (identificação, desejos, forma, corpo, etc.). Isso será descrito no sutra seguinte, que estudaremos amanhã.

*Observação: O termo técnico para descrever o "eu" (drastuh) é traduzido como "aquele que vê" ou "observador". Esse termo será utilizado em toda a extensão dos Yoga sutras, passando a ideia prática e simples do que é um "ser consciente", com ênfase no aspecto técnico necessário para a autorrealização.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012


I.2 yogah cittavrtti nirodhah

O yoga é o cessar dos movimentos da consciência.

Yoga está definido como a restrição ou inibição das flutuações na consciência. É a arte de estudar o comportamento da consciência, que tem três funções: cognição, conação ou volição e movimento. O yoga oferece os meios para compreender o funcionamento da mente, e ajuda a acalmar os seus movimentos, conduzindo-os a um estado imperturbável de silêncio que mora na sede da consciência. O yoga é, pois, a arte e a ciência da disciplina mental através da qual se cultiva e amadurece a mente.

Este sutra vital contém a definição do yoga: o controle ou restrição dos movimentos da consciência, culminando em seu cessar completo.

Citta (consciência) é o veículo que conduz a mente (manas) em direção a alma (atma). O yoga é o cessar de toda vibração na sede da consciência. O objetivo do sadhaka, buscador, é levar a consciência a um estado de pureza e transparência. 

A prática do yoga integra o indivíduo através da jornada percorrida pela inteligência e pela consciência, indo do externo ao interno, e unificando desde a inteligência da pele até a inteligência do si-mesmo. Através do yoga, o praticante aprende a observar e pensar, e a aumentar seu esforço até alcançar o gozo eterno. Isto só é possível se todas as vibrações do citta individual forem detidas antes de emerger.

O yoga, a restrição do pensamento flutuante, conduz a um estado sáttvico. Mas a fim de deter as flutuações, é necessário força de vontade: por isso se requer um certo grau de rajas. A restrição dos movimentos do pensamento produz serenidade que, por sua vez, conduz a um silêncio profundo e consciente. Essa é a natureza sáttvica de citta.


A serenidade é concentração (dharana), e o silêncio é meditação (dhyana). A concentração necessita de um foco e de uma forma, e isso é ahamkara, o pequeno si-mesmo individual. Quando a concentração torna-se meditação, esse si-mesmo perde sua identidade e se faz uno com o grande Si-Mesmo. Como duas faces de uma mesma moeda, ahamkara e atma são os dois pólos opostos do ser humano.

O sadhaka se vê influenciado pelo si-mesmo, por um lado, e pelos objetos percebidos, por outro lado. Quando fica absorvido no objeto, sua mente flutua. Isso é vrtti. O buscador deve aspirar a distinguir o si-mesmo dos objetos percebidos, de maneira que não se enrede com eles. Através do yoga ele deve tentar liberar sua consciência das tentações de tais objetos, e aproximá-la daquele que vê.

Restringir as flutuações da mente é um processo que conduz a um fim: samadhi. Em princípio, o yoga atua como meio de restrição. Quando o sadhaka tiver alcançado um estado de restrição total, a disciplina yóguica terá concluído e o objetivo será alcançado: a consciência permanece pura. Assim, o yoga é tanto um meio quanto um fim.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

I.1 atha yoganusasanam

Com orações em busca da bênção divina, agora começa uma exposição sobre a sagrada arte do yoga.

Segue uma  exposição detalhada sobre a disciplina do yoga, oferecida passo a passo na ordem correta, e com as diretrizes adequadas para se trabalhar.

Patañjali é o primeiro que nos oferece uma codificação do yoga, sua prática e preceitos; e a urgência da nova luz que verte sobre um tema conhecido e antigo está acentuada pela utilização da palavra "agora". 

A palavra "agora" pode ser considerada no contexto de uma progressão que parte de suas obras anteriores, seus tratados de gramática e ayurveda. Logicamente, devemos considerar que estas obras antecedem os Yoga Sutras, já que a gramática é um pré-requisito para a fala lúcida e a compreensão clara, e a medicina ayurvédica para a limpeza do corpo e o equilíbrio interior. Juntas, essas obras serviram como preparação para a consumada exposição do yoga de Patañjali: o cultivo da transcendência final da consciência, culminando na liberação dos ciclos de renascimento.

Neste primeiro pada, Patañjali analisa os componentes da consciência, e seus padrões de comportamento, e explica como suas flutuações podem ser acalmadas a fim de alcançar a absorção e integração interiores. No segundo pada, revela todo o mecanismo condutor do yoga, mediante o qual se forja a conduta ética, o vigor e a saúde do corpo, e a vitalidade fisiológica na estrutura do progresso evolutivo do homem rumo à liberdade. No terceiro pada, Patañjali prepara a mente para alcançar a alma. E no quarto e último pada, mostra como a mente se dissolve na consciência, e esta se dissolve na alma, e como o sadhaka, buscador, bebe o néctar da imortalidade.

No Brahma Sutra, um tratado que lida com a filosofica Vedanta (o conhecimento de Brahman), também começa com a palavra atha, o "agora": athato Brahma jijñasa. Nesse caso, "agora" implica o desejo de conhecer a Brahman, que é considerado como o objeto de estudo a ser discutido e explorado. Nos Yoga Sutras, é aquele que vê ou o verdadeiro Si-mesmo que devemos descobrir e conhecer. O yoga é, pois, uma arte, uma ciência e uma filosofia subjetiva. "Yoga", nesse sentido, significa samadhi, o estado de existência indivisível.

Assim, este sutra poderia significar: "As disciplinas de integração estão aqui expostas através da experiência, e são oferecidas à humanidade para a exploração e reconhecimento dessa parte oculta do ser humano que está além da tomada de consciência dos sentidos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Yoga Sutras de Patañjali

A filosofia do yoga foi descrita pela primeira vez nos Yoga-sutras, uma compilação de aforismos transmitida há mais de dois mil anos pelo sábio Patañjali.

Estes sutras constituem o primeiro estudo da psique humana, e continuam sendo sua exposição mais profunda e iluminadora. Neles, Patañjali aborda o enigma da existência humana e mostra como, através da prática do yoga, podemos nos autotransformar, controlar a mente e as emoções, superar os obstáculos da nossa evolução espiritual e alcançar a meta do yoga: kaivalya, a liberação do apego aos desejos e ações mundanas, e a união com o divino.

Vamos estudar cada verso dos Yoga-sutras de Patañjali comentados por Guruji B.K.S. Iyengar, no seu aclamado livro Light on Yoga Sutras of Patanjali.

Patañjali, cuja parte superior do corpo tem a forma humana, cujas mãos carregam uma concha e um disco e que é coroado por uma serpente de mil cabeças.

sábado, 27 de outubro de 2012

Props de Iyengar Yoga

A minha querida amiga Samira Kohn está com essa nova loja virtual para a venda de props: Prana Yoga Props.

No site você encontra muitas informações e produtos legais, como cadeiras, bolsters, blocos, cintos, cordas, slanting plank e muito mais.

A kuruntha que ela faz é uma graça, muito bem feita, e com excelente qualidade. Todos adoram!!

Além disso, o pagamento é seguro, você pode pagar no boleto, debitar ou parcelar no cartão. A entrega também é garantida! 

O texto abaixo eu retirei do próprio site. Confiram: www.pranayogaprops.com



Como o uso dos props auxilia na prática?

Os props usados no Yoga, são acessórios que ajudam a alongar, fortalecer, relaxar e melhorar o alinhamento do corpo. Eles auxiliam  a manter a prática de asanas por um período mais longo conservando a energia.

Alguns asanas implicam movimentos no corpo que inicialmente são tão complicados que até mesmo os alunos mais saudáveis necessitam ajuda. Esta é a razão pela qual o mestre BKS Iyengar desenvolveu o uso dos props no Yoga. Com os props os asanas se tornam igualmente acessíveis a todos os estudantes de yoga, equilibrando o corpo e a mente, bem como ativando passivamente.

Os props ajudam a manter os movimentos-chave do corpo e ajustes sutis, fornecendo mais altura, peso e apoio. 

As posturas do Yoga (yogasanas) praticadas com os acessórios corretos permitem tanto a ação e relaxamento do corpo ao mesmo tempo. Ele ativa os músculos, tonifica os órgãos, alivia o estresse físico e mental e, ao mesmo tempo relaxa músculos cansados. Isso ajuda a rejuvenescer o corpo inteiro, sem causar fadiga física.

Os praticantes se tornam encorajados com a prática utilizando os props, pois dá-lhes confiança para tentar posturas mais difíceis, além de assegurar a prática correta.

Os props proporcionam um senso de direção e alinhamento e ajudam a aumentar e melhorar a compreensão de cada postura. Eles servem como silenciosos instrutores na prática.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O poder das invertidas

Guruji em Parsva Sirsasana (Grand Canyon).
Muitas das doenças do corpo e da mente são curadas com a prática das invertidas. Ela ajudam a promover o desapego e a tolerância. É essencial se tornar mestre desse asanas e de suas variações para manter nossas vidas material e espiritualmente sucedidas. Eles podem ser comparados aos nossos pais, que nos ajudam, nos guiam e tornam nossa vida um sucesso.

domingo, 26 de agosto de 2012

Benefícios dos backbends

Guruji em Ustrasana (Postura do Camelo)

Nossas tarefas diárias muitas vezes envolvem movimentos de flexão para frente, o que alonga a parte posterior da coluna vertebral. Raramente nós flexionamos para o outro lado. Os backbends (retroflexões) alongam a coluna vertebral em um movimento côncavo e são muito importantes, pois a extensão na coluna anterior durante os backbends faz o sangue circular mais livremente. 

Esses asanas tonificam e treinam a coluna e os músculos das costas a flexionar para trás, rejuvenescem a coluna e desenvolvem força física e vitalidade. Trazem liberdade de movimento e são ideais para aqueles que sofrem de ombros caídos, corcunda, hérnia de disco, coluna rígida, reumatismo, e dor nas costas. Eles abrem o peito e energizam os pulmões, melhoram a respiração, deixando-a mais profunda, o que resulta em sangue oxigenado circulando em todo o corpo. Embotamento dos sentidos e depressão desaparecem com a prática desses asanas. Eles trazem coragem e força de vontade, além de desevolver coragem mental ao flexionar o corpo para trás.


(IYENGAR, Geeta. A Gem for a Woman. P.241, 245)

Salamba Sarvangasana: a rainha dos asanas!

Guruji em Salamba Sarvangasana

Sarvangasana é um dos asanas mais benéficos. Se Sirsasana é o Rei, Sarvangasana é a Rainha de todos os asanas. Enquanto Sirsasana desenvolve as principais qualidades de força de vontade, nitidez do cérebro e clareza do pensamento, Sarvangasana desenvolve as qualidades femininas de paciência e estabilidade emocional. É considerado a mãe dos asanas. Como uma mãe luta ao longo de sua vida pela felici
dade de seus filhos, a mãe dos asanas esforça-se para a paz e a saúde do corpo. Não é exagero chamar essa postura de “Trailokya Cintamani”, uma joia rara que pertence aos três mundos.

Sarvangasana, como o nome indica, tem um efeito sobre todo o sistema. Devido à posição invertida, o sangue venoso é levado para o coração para a purificação sem qualquer esforço por causa da força da gravidade. Sangue mais oxigenado circula na região do peito, aliviando falta de ar, asma, bronquite, doenças na garganta e palpitações. A postura é muito benéfica para aqueles que sofrem de anemia e baixa vitalidade.

Devido ao forte bandha criado entre o peito e o queixo, as glândulas tireóide e paratireóide obtêm um amplo suprimento de sangue, aumentando assim a sua eficiência e mantendo o corpo e o cérebro em um bom equilíbrio. Porque a cabeça permanece firme devido ao bandha, os nervos se relaxam, e o cérebro se acalma, e a dor de cabeça desaparece. Doenças comuns como resfriados e distúrbios nasais são curados com a prática dessa postura.

Sarvangasana é muito calmante para o sistema nervoso e, portanto, é bom praticá-la quando se está tenso, triste, irritado, cansado, ou quando sofrendo de crise nervosa e insônia.
É um excelente auxílio para a digestão e eliminação, para libertar o corpo de toxinas, para livrar de constipação, curar úlceras intestinais, colites e hemorróidas.

Corrige distúrbios urinários e menstruais e deslocamento do útero. Traz paz, força e vigor ao praticante e é recomendado como o melhor tratamento de recuperação após uma doença longa. Para evitar doenças prolongadas e manter uma saúde robusta, pratique Sarvangasana.

(IYENGAR, Geeta. A Gem for a Woman. P.200-201)

Salamba Sirsasana: o rei dos asanas!

Guruji em Salamba Sirsasana
Sirsasana é conhecido como “o rei dos asanas”. Como um rei ordena os seus súditos, o cérebro regula os numerosos sistemas do corpo. É o controlador do intelecto, dos desejos, da memória, imaginação e pensamento. A origem dos três gunas está no cérebro, sendo a cabeça o centro das qualidades sattvicas. O cérebro controla o intelecto e a discriminação. Por isso, um cérebro dominado por sattva pode f
uncionar com clareza.

Sirsasana estimula o suprimento sanguíneo para o cérebro e o mantém fresco e saudável. Isso ativa a pituitária e a pineal que afetam a saúde, a vitalidade, e o desenvolvimento do nosso corpo. De todos os asanas, Sirsasana é um dos mais revigorantes.
A prática do equilíbrio sobre a cabeça, se corretamente feita, rejuvenesce e revitaliza o corpo todo. A posição de ponta-cabeça neutraliza os efeitos da posição vertical normal dos órgãos internos, que têm uma tendência de cair e colapsar, assim, tornando-se lentos. A posição de Sirsasana lhes mostra uma nova vida. O corpo é mantido aquecido com o aumento da circulação sanguínea, o conteúdo da hemoglobina do sangue aumenta, e a respiração e a digestão são facilitadas.

Muitas pequenas doenças como gripe, resfriado, garganta inflamada, e dores nas costas são curadas com a prática de Sirsasana.
Entretanto, os principais efeitos são no cérebro, e qualquer um que sofra de cansaço, perda de vitalidade física e mental, intelecto deficiente, e força de vontade fraca, devem praticar esse asana religiosamente e regularmente para adquirir clareza e força mental e intelectual. 

Em resumo, Sirsasana desenvolve o corpo e a disciplina a mente assim que alguém se equilibra no asana.

(IYENGAR, Geeta. YOGA: A Gem for a Women. P.187-188)